ALÔ MINISTÉRIO PÚBLICO INSTITUTO DE SÃO LUÍS COMETE CRIME CONTRA SAÚDE PÚBLICA E EXERCÍCIO ILEGAL DA PROFISSÃO


Tentando abocanhar contratos de um renomado instituto com atuação nacional, contratados de uma empresa que atua no ramo de pesquisa de Opinião com atuação no Maranhão, decidiram COPIAR os métodos aplicados pelo concorrente. O quiproquó movimentou as redes sociais nos últimos dias.

Segundo chegou ao conhecimento do titular do blog, sem sucesso, após tentar colocar seus funcionários para serem contratados pelo adversário, que possui um excelente corpo técnico, o instituto “Tabajara” teria “SIMULADO" uma contratação privada para realizar "Pesquisa Epidemiológica".

Com um mercado de trabalho aberto por conta do período pandêmico, visando apenas o lucro, deixando de lado a qualidade do trabalho, o dito “instituto partidário maranhense” se esqueceu que Pesquisa Epidemiológica SÉRIA e CIENTÍFICA precisa ser realizada por profissionais de saúde com responsabilidade técnica e legal, devendo ser registrada nos órgãos competentes e, ainda, fundamentar-se em BASES CIENTÍFICAS, caso contrário pode ser chamado no máximo de INQUÉRITO EPIDEMIOLÓGICO, o que é apenas uma pequena etapa do processo, E OLHE LÁ.


LIGAÇÕES POLÍTICAS

Nos bastidores locais, comenta-se que o “instituto Tabajara” seria ligado a um determinado grupo político, e foi chamado as pressas para se habilitar a fim de atuar neste segmento. Orientado por RAPOSAS VELHAS DA POLÍTICA MARANHENSE, conhecidas por praticarem licitações fraudulentas, algumas de conhecimento estadual e com cifras elevadas, como uma em São Luís que o Ministério Público investiga o desvio de R$ 5 milhões, conseguiram usar as "artimanhas" legais para que a tal empresa ficasse atuando a "margem da lei".


COLOCADOS PARA CORRER

Com o “esquema” montado, que na "teoria" geraria o “Atestado de Capacidade Técnica”, documento hábil imprescindível para assinatura do contrato, os “responsáveis” ou "irresponsáveis" enviaram equipe formada por LEIGOS EM SAÚDE para executar a suposta "PESQUISA EPIDEMIOLÓGICA", o que por si só já é crime de exercício ilegal da profissão. Mas como as autoridades municipais em uma cidade localizada na região no médio mearim não tinham conhecimento de que tal trabalho seria realizado, as equipes acabaram sendo escorraçadas do município.
As autoridades municipais estariam procurando identificar os responsáveis para que possam ser punidos, já que os mesmos podem ser denunciados por crime de saúde pública, exercício ilegal da profissão, infringência ao atual DECRETO ESTADUAL da COVID-19 e promoção de aglomeração. 

CRIMES DE SAÚDE PÚBLICA

A denúncia também dá conta que o tal “instituto capacho de político” não possui alvará sanitário para realização de pesquisa deste porte, o que já é uma ilicitude. Além da ausência de documentação necessária, a suposta pesquisa epidemiológica não tinha profissionais de saúde na equipe, registro junto a nenhum conselho de saúde e quadro de profissionais adequados e aptos.
Diante de tamanho GOLPE, os prefeitos precisam tomar cuidado com os institutos e pesquisas TABAJARA, pois muitas empresas tentam se apropriar de recursos públicos destinados ao COVID-19, sem ter um mínimo de preparação, corpo técnico, equipamentos de segurança, aferição, colocando, assim, em risco a população e ajudando o vírus se alastrar ainda mais. Algumas autoridades que já foram procuradas garantem que irão denunciar essa prática criminosa e irresponsável ao Ministério Público e Conselhos competentes.


Todas as informações foram passadas ao titular do blog por uma das pessoas que trabalharam na pesquisa, contratada pela empresa tabajara, de iniciais F. L, de 35 anos, ela que tentou realizar a pesquisa epidemiológica, deu a seguinte entrevista a nossa jornalista:

“Fui contratada para realizar Pesquisa Epidemiológica numa cidade do interior, fiquei preocupada pelo tipo de pesquisa, perguntei sobre os equipamentos de segurança, mas fui informada de que seria uma pesquisa "COMUM", que só faríamos perguntas e mais nada, por isso aceitei. Ainda disseram que não era pra perdermos tempo, marcar logo a primeira resposta sem nos aprofundarmos nas dúvidas do entrevistado. Que seria "jogo rápido". Chegando na cidade mandaram batermos de casa em casa e aplicar o questionário e mais nada”, disse F. L.

Resportagem: Mais vocês receberam algum treinamento? Tem algum tipo de formação? Como deveriam identificar possíveis doentes? Grupos de Risco? etc...

F.L- “Não recebemos nenhum tipo de treinamento, disseram apenas que deveríamos fazer as perguntas e marcar as respostas dadas”.


Reportagem: Mais qual a vestimenta que usaram? A Empresa forneceu algum EPI?

F.L- “Eu nem sabia o que era EPI até contar para uma amiga enfermeira, que me avisou que era crime o que estávamos fazendo. A única coisa que deram, foi uma camisa escrita Pesquisa Epidemiológica”.

Reportagem: As autoridades de saúde do município sabiam que vocês estavam lá? Quem contratou a pesquisa?

F.L: “Eu acho que não sabiam porque a população literalmente nos colocou pra correr, disseram que estávamos levando coronavirus. Quem contratou eu não sei, mas pelo visto não foi a prefeitura”.

Reportagem: Deixa eu ver se eu entendi. Vocês foram para um município que não os contratou, realizar uma pesquisa que em teoria seria epidemiológica, sem autorização da vigilância sanitária, sem treinamento, sem profissionais de saúde na equipe e sem equipamentos obrigatórios?

F.L: “Isso mesmo. Foi uma vergonha, constrangedor. Me senti humilhada, a população nos xingavam e mandavam irmos embora”.

Reportagem: Uma última pergunta, vocês fizeram algum tipo de aferição ou exame?

F.L: “Não, nenhum, não sei nem o que é aferição. Não fizemos nada disso não, só perguntava as coisas que mandaram”.

Reportagem: Você poderia me dizer qual o seu nível escolar e se tem algum curso técnico?

F.L: Terminei o ensino médio, não tenho nenhum curso técnico.


É muito triste e preocupante a postura criminosa do instituto de pesquisa TABAJARA que se dispôs a isso, mas crime será se começarmos a ver este mesmo instituto começar a assinar contratos com prefeituras do grupo político que serve. Porque segundo já foi apurado, como a empresa não possui atestado técnico VÁLIDO e nem pessoal capacitado, os responsáveis simularam uma contratação, pelo que tudo indica, para conseguir gerar o tal ATESTADO.
O que o “Tabajara instituto” se esqueceu é que o CNAE É ESPECÍFICO, a lei exige profissionais de saúde como responsáveis técnicos e padrões científicos rígidos para que uma pesquisa dessa seja válida e verdadeira. Assim que mais provas sejam reunidas, os crime contra saúde pública e exercício ilegal profissional serão denunciados ao Ministério Público Estadual e Federal.
Recomendamos as pessoas que participaram desta fraude que procurem uma delegacia de polícia e registrem Boletim de Ocorrência afim de se eximirem de culpa e cumplicidade, contando tudo a polícia desde a contratação a execução.


Estamos de olho, aguardem mais informações e mais denúncias...