Candidata do PDT de Weverton pode 'tomar' eleição do pai de Pedro Lucas em Arame


O ex-deputado federal Pedro Fernandes (PTB), teve um revés em sua caminhada rumo à cadeira do Executivo de Arame em 2020. E o portador da má notícia foi um partido que até então ele considerava como aliado, o PDT – que tem como "dono" no Maranhão, o senador Weverton Rocha. Ao declarar apoio do PTB à candidatura de Neto Evangelista (DEM), em São Luís, o deputado federal Pedro Lucas Fernandes, filho do prefeturável aramense e presidente estadual do PTB no estado, esperava contar com o PDT na chapa do pai, mas os pedetistas decidiram mesmo foi apoiar a prefeita, a Dra. Jully Menezes, que é candidata à reeleição, em desfavor do ex-parlamentar federal. 

A suposta ‘traição’ do PDT ao PTB é mais um capítulo na série de decepções na estrategia afobada de quem toma suas decisões politicas no calor da emoção. No todo, o baque pode ter servido para evitar o surgimento de mais uma oligarquia. Isso porque, o suplente da senadora Eliziane Gama, que é ex-vereador, ex-deputado federal e ex-secretário de Jackson Lago, Conceição Andrade e Roseana Sarney, começava a montar seu próprio monopólio politico, elegendo o filho, Pedro Lucas a vereador e depois deputado federal. 

No entanto, na montagem dessa oligarquia chifrim, Pedro Fernandes se lançou candidato a prefeito de Arame e preparou o outro filho, Paulo Casé Fernandes para se eleger vereador da capital nesta eleição. Tudo estava indo às mil maravilhas. Já imaginou: o pai prefeito, um filho deputado federal e outro vereador da capital? Um cenário de aquarela.

Só que uma movimentação no tabuleiro do xadrez político de Pedro Lucas Fernandes, colocou tudo por água abaixo. Conforme já noticiamos em matérias anteriores, o desmantelo começou em agosto, após um encontro de comunistas com o ex-deputado federal Pedro Fernandes (PTB). Naquele mês, aliados do candidato a prefeito de São Luís pelo PCdoB, Rubens Júnior, comemoravam o que seria apoio  dos petebistas.

Chegaram a anunciar até os termos da aliança.  Pedro Fernandes, que é suplente da senadora Eliziane Gama (Cidadania), assumiria vaga no Senado, diante de uma estratégica licença da titular do mandato. O ex-parlamentar, então concordou e já planejava disputar a Prefeitura de Arame no cargo de senador. Além disso, teria toda estrutura necessária para pavimentar sua eleição na cidade aramense.

Quando Pedro Lucas tomou conhecimento da movimentação do pai, pediu para que ele não batesse o martelo sem antes consultar o senador Weverton Rocha (PDT). Foi aí que o governador Flávio Dino entrou em ação e pediu ao vice-governador, Carlos Brandão, que conversasse com Pedro Lucas para que ele não decidisse antes de uma conversa mais demorada e prometeu ajudar o pai do parlamentar em sua aventura de virar prefeito.

Só que Weverton Rocha mostrou ter o total controle sobre Pedro Lucas e o desautorizou a fechar com Rubens Jr. e logo em seguida ligou para seu outro “pau-mandado”, o presidente da Câmara, Osmar Filho, para que convencesse Pedro Lucas a anunciar, de imediato,  o apoio do PTB à candidatura de Neto Evangelista (DEM).

Os planos da família Fernandes começaram a ruir a partir daí, como um castelo de areia. O prefeito de São Luís, Edivaldo Jr., de imediato se afastou da família ‘dona’ do PTB e exonerou Moacyr Feitosa da Educação. Este, por sua vez, estaria dentro do plano de apoio da campanha de Neto Evangelista e lançou o filho Roberth Feitosa para disputar uma vaga na Câmara Municipal justamente pelo PTB.

Além de afetar Moacyr, a estratégia de Pedro Fernandes fez com que Casé Fernandes – um de seus irmãos – desistisse da empreitada política e a situação do pai – Pedro Fernandes – em Arame se complicou. Isso porque na cidade, como já mostramos no início da matéria, o PDT tem uma candidata a prefeita que é considerada histórica da sigla. A presença do PTB na chapa de Neto Evangelista – que ocorreu a pedido de Weverton –  também está deixando preocupados os candidatos a vereador da sigla petebista em São Luís, uma vez que a preocupação de Weverton Rocha é eleger o maior número de vereadores do seu PDT, visando permanecer no comando do legislativo da capital.

Além disso, há uma indagação no ar: Pedro Lucas não estaria traindo Flávio Dino, que o prestigiou, nomeando-o para a poderosa  Agência Metropolitana e também o prefeito Edivaldo Jr., que mantinha alguns de seus aliados na prefeitura?

Agora se sabe que o exército da traição de Weverton Rocha e que tem Pedro Lucas como um de seus generais, é capaz de  trair, mesmo sabendo que algumas ações prejudicam até os próprios genitores.