OMS não tem dados suficientes sobre vacina russa


O conselheiro-sênior da Organização Mundial da Saúde (OMS), Bruce Aylward, afirmou nesta quinta-feira, 13, que a entidade ainda não tem dados para avaliar avacina desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, da Rússia, contra o novo coronavírus.

“Não temos informações suficientes para comentar sobre ela”, afirmou o conselheiro durante coletiva de imprensa. Ele acrescentou que a agência está em conversas com autoridades russas para obter os resultados e entender melhor o imunizante.

Aylward também informou que a imunização não está entre as nove inicialmente incluídass no portfólio da iniciativa Covax. Essa ação, feita pela OMS e instituições parceiras, é parte do Acelerador de Acesso às Ferramentas da covid-19, que visa a agilizar o desenvolvimento de vacinas e tratamentos e garantir acesso global a eles.

As declarações estão de acordo com o que foi dito pelo diretor-assistente da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Jarbas Barbosa, na terça-feira, 11. Ele disse que tanto a Opas, braço na América Latina da OMS, como a própria entidade global só poderão recomendar ou não a vacina após avaliação dos dados que forem entregues pela agência reguladora da Rússia.

Barbosa acrescentou que, pelo protocolo mundial para aprovação, um imunizante precisa passar por três fases de testes. Nesta semana, o presidente russo, Vladimir Putin, anunciou que a imunização do Gamaleya foi a primeira a ter regulamentação aprovada no mundo, mesmo sem conclusão da fase 3 de testes em humanos. 

No Brasil, o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, não descartou o uso, mas afirmou que as informações sobre a vacina da Rússia ainda são incipientes. Nessa quarta-feira, 12, o Governo do Paraná assinou um acordo com o país para avançar em estudos sobre a vacina.